O QUE É O CLEAN LANGUAGE
Clean Language (Linguagem Limpa) é uma disciplina originalmente desenvolvida como uma abordagem terapêutica fenomenológica pelo psicólogo neozelandês David Grove. É um método de questionamento constituído por um conjunto de perguntas cuidadosamente elaboradas que podem ser usadas para explorar progressivamente a realidade intrínseca de uma pessoa ou grupo, sem adicionar nenhuma informação extrínseca (como os próprios conceitos, suposições ou sugestões do facilitador).
O Clean Language permite que um facilitador treinado ajude seu cliente a descobrir e a expressar mais informações sobre como ele próprio funciona. À medida em que o cliente expressa a sua experiência subjetiva, experimenta seus padrões de pensamento ou comportamento em tempo real por meio de suas metáforas autogênicas. Não é necessário que o facilitador imponha nenhum tipo de solução ou sugestão. O simples processo de explorar a própria subjetividade pode levar a mudanças espontâneas e surpreendentes.
Da década de 80 até o início dos anos 2000, David Grove desenvolveu inúmeras aplicações de Clean Language voltadas para a resolução de memórias traumáticas e diversas demandas clínicas, como a Cura da Criança Interior Ferida, o trabalho com o Espaço Perceptual e a Cura Intergeracional, que compuseram a Terapia da Metáfora Groviana (Grovian Therapeutic Metaphor) com os seus Quatro Quadrantes. Até o seu falecimento em 2008, David Grove continuou criando novas ferramentas de Clean Language, abrangendo aplicações para além do campo terapêutico, como a área de desenvolvimento organizacional.
Desde então, a aplicação do Clean Language vem se expandindo e sendo utilizado com sucesso por décadas em diversas áreas como: psicoterapia, mudanças organizacionais, educação, áreas da saúde, pesquisa acadêmica, consultoria e auditoria.
OS QUATRO PRINCÍPIOS DO CLEAN LANGUAGE
Os princípios do Clean Language, norteiam a prática limpa em suas diversas aplicações e orientam o facilitador em cada atitude em relação ao seu processo de facilitação. Podemos dizer que se pode reconhecer um facilitador limpo quando o seu comportamento demonstra aderência aos princípios limpos, que podem ser reconhecidos prontamente naquilo que faz. Embora ser "completamente limpo" seja impossível em todos os contextos, os princípios permitem que um facilitador tome decisões conscientes sobre quando e em que medida deseja ser limpo ou utilizar um outro tipo de comunicação como um recurso importante para o momento.
Uma pessoa está 'sendo limpa' quando:
Preserva a experiência de outras pessoas exatamente como elas a expressam (incluindo metáforas e linguagem não verbal);
e Evita introduzir conceitos, metáforas, julgamentos, avaliações ou suposições;
e Convida outras pessoas a participarem da sua própria experiência sem a intenção de alterá-la;
e Introduz apenas palavras que não sugiram conteúdo novo.
Princípios da Linguagem Limpa © 2025 por Leaders in Clean.
Desenvolvido por um grupo central de colaboradores da comunidade Leaders in Clean.

Quem foi David Grove?
David Grove (1950-2008), foi um psicólogo neozelandês que na década de 1980, desenvolveu diversos métodos clínicos para resolver memórias traumáticas de seus clientes, especialmente aquelas relacionadas ao abuso infantil, estupro e TEPT. Ele percebeu que embora seus clientes tivessem dificuldades de elaborar seus traumas usando linguagem comum, naturalmente descreviam seus sintomas por meio de símbolos e metáforas, e quando os questionava usando palavras específicas, a percepção deles sobre o trauma começavam a mudar e o trauma a se resolver naturalmente. Isso o levou a criar uma nova linguagem para a psicoterapia, que ficou conhecida como Clean Language, uma maneira de fazer perguntas sobre as experiências e metáforas do cliente, sem nunca contaminá-las ou distorcê-las com as próprias opiniões ou pressupostos como terapeuta. David, com sua experiência extraordinária e sensibilidade, criou diversas abordagens revolucionárias ao longo da sua vida como o Clean Language, Clean Space e Emergent Knowledge.
Um gênio gentil escapou da lâmpada. Seu nome é David Grove, e a sua mágica, Clean Language.
Ernest RossiAs Perguntas de Clean Language de David Grove
As perguntas de Clean Language, somadas às palavras exatas de uma pessoa ou grupo, são tudo o que um facilitador precisa para desenvolver o seu trabalho em seu contexto de atuação. As perguntas são "limpas" porque não contaminam involuntariamente a experiência do cliente com as suposições, metáforas ou ideias do facilitador. As perguntas convidam a atenção dos clientes para vários aspectos de sua própria experiência e metáforas enquanto os ajudam a terem clareza e se auto-organizarem.
PERGUNTAS BÁSICAS
Definindo o Resultado Desejado
(E) o que você gostaria que acontecesse?
Identificando Atributos
E que tipo de […] é esse […]?
E tem mais alguma coisa sobre […]?
E onde/onde especificamente é […]?
Identificando Relacionamentos (através do espaço)
E quando/como [X] o que acontece com [Y]?
Identificando Relacionamentos (ao longo do tempo)
E o que acontece em seguida?
E então, o que acontece?
E o que acontece logo antes de [evento]?
PERGUNTAS ESPECIALIZADAS
Identificando Atributos
E […] tem um tamanho ou uma forma?
E […] é dentro ou fora?
E em que direção [é] [movimento]?
E quantos [grupo] poderiam ser?
E como você sabe que […]?
Identificando as Condições Necessárias
E o que necessita acontecer para [resultado desejado/condição necessária]?
E tem mais alguma coisa que necessita acontecer para [resultado desejado]?
E pode […] [ação]?
Relações de Tempo e Espaço
E o que está acontecendo agora?
E de onde […] vem/poderia ter vindo?
E tem um relacionamento entre [X] e [Y]?
E o que acontece entre [espaço/evento x] e [espaço/evento y]?
E [X] é o mesmo ou diferente de [Y]?
ESPAÇO LIMPO E CONHECIMENTO EMERGENTE
O Clean Space (Espaço Limpo) é um processo de facilitação criado por David Grove para permitir que as pessoas aprendam sobre seus mundos internos, criando redes de espaços físicos nos quais se movimentam e exploram. O processo funciona partindo do pressuposto de que parte da nossa experiência é armazenada não só na linguagem, mas também na posição do corpo, na localização e no espaço.
Em uma sessão de Clean Space, o facilitador convida o cliente a encontrar diferentes espaços físicos (geralmente em uma sala, embora possa estar em qualquer lugar) para representar diferentes aspectos de seu pensamento e cognição como ideias, questões, problemas ou projetos. O cliente se move de um espaço para o outro, fazendo uma pausa em cada um para considerar o que sabem desse ponto. Dessa forma, ele constrói uma rede de conexões entre os muitos pensamentos, sentimentos e ideias em sua mente e corpo. O cliente literalmente transporta a ideia em sua mente para o espaço físico, de onde pode compreender sua questão de ângulos diferentes e de forma psicoativa. O processo e as conexões geradas proveem insights e soluções espontâneas surgidas do que David denominou posteriormente de Emergent Knowledge (Conhecimento Emergente).
Explorar essa rede espacial é como viajar pelos caminhos da mente. O efeito pode ser difícil de descrever, mas normalmente, as pessoas ficam surpresas com o novo entendimento que surge aparentemente do nada. A mudança acontece naturalmente como resultado do sistema do cliente se tornar mais consciente de sua própria organização.
O Clean Space é um processo muito flexível que pode ser adaptado de centenas de maneiras para resolver problemas, estimular a criatividade e como um processo de desenvolvimento generativo. David Grove projetou o processo para ajudar o cliente a "colocar sua história no chão" e a se mover livremente sem ela, abrindo novas perspectivas e facilitando a mudança.
O Clean Space foi o ponto de partida para os processos do Emergent Knowledge, um dos últimos desenvolvimentos de David Grove antes do seu falecimento prematuro em 2008. É um processo de autodescoberta que envolve o uso iterativo de perguntas limpas e que facilita o cliente na busca de suas próprias ideias ou soluções, através das propriedades emergentes.
Grove foi inspirado pela nova ciência da emergência. Ele trabalhou na noção de que espaços de informação adjacentes se conectam em rede e que, a partir da sua iteração e integração, novos conhecimentos emergem com o mínimo de interferência do facilitador. A repetição de uma única pergunta impulsiona um algoritmo de mudança que provoca uma reestruturação sistemática da cosmologia pessoal do cliente, na qual as situações problemas – medo, culpa e assim por diante – se autorreorganizam em uma forma mais administrável e, em alguns casos, deixam de existir completamente. Como fruto desse trabalho, a técnicas desenvolvidas por David Grove foram formalizadas em um conjunto de processos que ficou conhecido como Emergent Knowledge.
Os processos facilitam o cérebro a aprender consigo mesmo. Os sintomas do cliente são encorajados a proclamar o que sabem, a revelar os seus pontos fortes e fracos, a explorar seus recursos e a atingir seus objetivos. Isto é feito através da formação de uma rede de nós individuais de informação, aproveitando os princípios iterativos de emergência. O Clean Space e o Emergent Knowledge são dois recursos terapêuticos valiosos, frutos da genialidade e legado de David Grove.
CLEAN LANGUAGE NO MUNDO!
O trabalho e legado de David Grove se expande em diversos países, transformando vidas e facilitando mudanças profundas em suas várias áreas de aplicação. Conheça o The Clean Collection, o site central sobre Clean Language no mundo. Nele você poderá encontrar centenas de artigos e informações sobre a Modelagem Simbólica de Penny Tompkins e James Lawley e a Linguagem Limpa de David Grove.