O QUE É

CLEAN LANGUAGE? 

Clean Language (Linguagem Limpa) é uma disciplina originalmente desenvolvida pelo psicoterapeuta David Grove como uma ferramenta para facilitar seus clientes a compreenderem seus padrões de comportamento e gerarem mudanças positivas em suas vidas. Quando David Grove observava outros terapeutas, percebia que com frequência eles apresentavam suas próprias interpretações das palavras dos clientes, e isso fazia com que os clientes deixassem de lado a sua própria experiência, pois eles tinham que processar as palavras do terapeuta. Ou seja, tinham que sair dos seus “mapas” para dar atenção aos conselhos vindos do mapa do terapeuta.

David Grove então desenvolveu um conjunto de perguntas cuidadosamente elaboradas que poderiam ser usadas para explorar progressivamente a realidade intrínseca e pessoal de um cliente, sem adicionar nenhuma informação extrínseca (como os próprios conceitos, suposições ou sugestões do facilitador). As perguntas de Clean Language permitem que um facilitador treinado ajude seu cliente a descobrir e a expressar mais informações sobre como eles próprios funcionam. À medida em que o cliente expressa sua própria experiência subjetiva, ele experimenta seus padrões de pensamento ou comportamento de forma imediata, em tempo real. Isso permite que eles tomem medidas para o resultado desejado. Não é necessário que o facilitador da linguagem limpa compreenda o motivo do cliente funcionar do jeito que ele funciona. Não se espera que o facilitador imponha nenhum tipo de solução ou sugestão. O simples processo de permitir que o cliente descubra seu próprio modelo, leva a mudanças naturais e surpreendentes.

A linguagem limpa é uma maneira de trabalhar extremamente flexível e neutra, e tem sido usada com sucesso por décadas em campos abrangentes, incluindo terapia, aconselhamento, coaching, educação, medicina, pesquisa acadêmica, auditoria e negócios. Conheça mais sobre Clean Language em nossa página de recursos, nela você encontrará artigos de introdução em linguagem limpa e começará a aprender sobre como aplicá-la em seu dia a dia.

Quem foi David Grove?

David Grove, foi um psicólogo neozelandês que na década de 1980, desenvolveu diversos métodos clínicos para resolver memórias traumáticas de seus clientes, especialmente aquelas relacionadas ao abuso infantil, estupro e incesto. Ele percebeu que muitos clientes naturalmente descreviam seus sintomas usando metáforas, e que, quando os questionava usando palavras específicas, a percepção deles sobre o trauma começavam a mudar e o trauma a se resolver naturalmente. Isso o levou a criar a Clean Language, uma maneira de fazer perguntas sobre as metáforas do cliente, sem nunca contaminá-las ou distorcê-las com as próprias opiniões ou pressupostos como terapeuta.

David, com sua experiência extraordinária e sensibilidade, criou diversas abordagens revolucionárias ao longo da sua vida como Clean Language, Clean Space e Emergent Knowledge.

Um gênio gentil escapou da lâmpada. Seu nome é David Grove, e a sua mágica, Clean Language.

Ernest Rossi

 12 Perguntas Base de Clean Language

 

As 12 perguntas base de Clean Language são tudo o que você precisa para desenvolver uma metáfora, trabalhar com ela e amadurecer as mudanças à medida que elas ocorrem. As perguntas são “limpas” porque não contaminam involuntariamente a experiência do cliente com as suas metáforas e suposições de terapeuta ou facilitador de mudanças.

As perguntas direcionam a atenção dos clientes para vários aspectos de sua própria experiência e metáforas enquanto as ajudam a se auto-resolverem. Além da terapia, as perguntas de Clean Language também podem ser aplicadas para facilitar processos de educação, negócios, pesquisa, coaching, anamnese médica e de outras áreas da saúde. É uma ferramenta incrível também para uma comunicação e relacionamento interpessoal mais eficaz, seja no trabalho, seja no cotidiano. 

 

Questões de Desenvolvimento

 – (e) que tipo de X (é esse X)?

– (e) tem mais alguma coisa sobre X?

– (e) onde é X? ou (e) onde especificamente é X?

– (e) tem algum relacionamento entre X e Y?

– (e) quando X, o que acontece com Y?

– (e) [isso] [é] X como o quê?

Perguntas de Sequência e Origem

 – (e) então, o que acontece? ou – (e) o que acontece em seguida?

– (e) o que acontece logo antes de X?

– (e) de onde X poderia ter vindo?

Perguntas de Intenção

 – (e) o que X gostaria que acontecesse?

– (e) o que necessita acontecer para X?

– (e) pode X?

MODELAGEM SIMBÓLICA

Penny Tompkins & James Lawley

Penny Tompkins e James Lawley, criadores da Modelagem Simbólica.

Originalmente desenvolvida pelos psicoterapeutas Penny Tompkins e James Lawley, e com base no trabalho de David Grove, a Modelagem Simbólica é uma estrutura extremamente eficaz para o uso da linguagem limpa no trabalho terapêutico. É uma ferramenta altamente versátil, poderosa e compatível com a maioria dos métodos de psicoterapia e mudança. James Lawley e Penny Tompkins definem a Modelagem Simbólica como um processo para facilitar que as pessoas descubram como as suas metáforas expressam sua maneira de ser no mundo. Trabalhar dessa maneira permite que os clientes entendam seus próprios padrões individuais de pensamento e modelos de comportamento. O facilitador e o cliente então usam esses padrões para incentivar as condições para uma mudança ou para ajudar a replicar um padrão de comportamento bem-sucedido.

A metodologia considera o indivíduo como um sistema auto-organizado que codifica muito do significado de sentimentos, pensamentos, crenças, experiências, memórias e valores como metáforas na mente corporificada. Em sua aplicação, visa aumentar a consciência do “domínio simbólico da experiência” pessoal dos clientes, facilitando-os a desenvolver uma “paisagem de metáforas” única e a explorar suas metáforas internas, que na teoria da metáfora conceitual, governam o comportamento.

O processo de Modelagem Simbólica facilita o cliente por meio de uma exploração das suas próprias metáforas, sua organização, interações e padrões.  Através da facilitação com a Modelagem Simbólica, o cliente pode descobrir como essas metáforas podem evoluir espontaneamente para atender aos seus resultados desejados, e assim, mudanças transformadoras podem ocorrer dentro da “paisagem de metáforas” de um cliente, trazendo mudanças significativas nos níveis cognitivo, afetivo e comportamental.

Assista abaixo uma demonstração de Modelagem Simbólica na prática!

Sobre James e Penny

Criadores da Modelagem Simbólica

James Lawley

James Lawley estudou com David Grove por 12 anos. Como resultado, co-desenvolveu a Modelagem Simbólica, e é co-autor de “Metaphors in Mind” com sua parceira Penny Tompkins. Juntos, eles atuam em psicoterapia, coaching e ensinam Modelagem Simbólica a terapeutas, conselheiros, coaches, gestores e professores em todo o mundo. James também é co-autor de “Insights in Space” com Marian Way.

Penny Tompkins

Penny Tompkins co-desenvolveu a Modelagem Simbólica, que incorpora a Linguagem Limpa de David Grove, e é coautora de “Metaphors in Mind“. Ela é líder no campo da metáfora autogênica, mudança sistêmica e é psicoterapeuta registrada no Conselho de Psicoterapia do Reino Unido (UKCP). É supervisora, coach de negócios, instrutora internacional e reconhecida assessora limpa.

CLEAN LANGUAGE NO MUNDO!

O trabalho e legado de David Grove se expande em diversos países, transformando vidas e facilitando mudanças profundas em suas várias áreas de aplicação. Conheça o The Clean Collection, o site central sobre Clean Language no mundo. Nele você poderá encontrar centenas de artigos e informações sobre a Modelagem Simbólica de Penny Tompkins e James Lawley e a Linguagem Limpa de David Grove.