A MODELAGEM SIMBÓLICA

Desenvolvida por Penny Tompkins e James Lawley a partir do trabalho de David Grove, a Modelagem Simbólica é uma estrutura eficaz para o uso da linguagem limpa para a facilitação de mudanças. A metodologia considera o indivíduo como um sistema auto-organizado que codifica o significado de experiências e comportamentos como metáforas na mente corporificada. A abordagem permite que o cliente entenda seus próprios padrões de funcionamento por meio de metáforas, para ter mais clareza sobre uma questão em particular ou facilitar mudanças em prol de um resultado desejado.

A ideia da modelagem parte da premissa da ciência cognitiva de que todos nós utilizamos modelos mentais para dar significado ao mundo e nos orientar em nossas vidas. Modelos mentais são estruturas cognitivas ou representações que a mente cria para simplificar e interpretar a realidade. Eles atuam como atalhos para que as pessoas processem informações, tomem decisões e resolvam problemas de forma eficiente, influenciando nosso comportamento e nossa percepção do mundo.

Usamos nossos modelos para realizar atividades práticas do dia a dia como dirigir ou cozinhar, bem como para processos internos, como lidar com frustrações, nos relacionar, raciocinar e assim por diante. Todos esses modelos incluem informações sobre as nossas crenças e valores e sobre a nossa identidade, bem como a estrutura do nosso funcionamento em um determinado contexto ou atividade. Alguns modelos estão mais disponíveis para nós conscientemente do que outros; podemos explicar como andamos de bicicleta, mas é improvável que uma pessoa tenha alguma ideia do seu modelo interno de funcionamento ou como cria uma experiência de desesperança e angústia. Tornar este tipo de processo interno consciente requer modelagem e, como o nome Modelagem Simbólica sugere, ela facilita pessoas a acessarem seus modelos mentais, encorajando-as a pensar simbólica ou metaforicamente. A metáfora – considerada a linguagem da nossa mente inconsciente – consegue transportar uma quantidade enorme de informações, e em sua essência, destaca o padrão e a estrutura de funcionamento de uma experiência.

Através da modelagem, podemos facilitar um cliente ou grupo a se automodelar, ou seja, a acessar o seu modelo de mundo conscientemente para que tenha uma compreensão experiencial dos limites lógicos que o leva a funcionar como funciona, assim como os recursos necessários para construir um resultado desejado. É uma metodologia abrangente, que pode ser aplicada em processos de psicoterapia, gestão de pessoas, liderança, planejamento estratégico, auditoria, educação, saúde, dentre outros setores onde o mapeamento de experiências subjetivas, clareza de informações e a facilitação de mudanças são imprescindíveis.

A Modelagem Simbólica é uma abordagem construtivista experiencial que permite que se trabalhe com os níveis mais altos de experiência – crenças essenciais, senso de identidade e propósito, o existencial – e também questões complexas, aparentemente intratáveis. É particularmente útil para trabalhar com problemas repetitivos e de difícil resolução que não encontram progresso com abordagens tradicionais.

TRANSCRIÇÃO DE UMA SESSÃO COMPLETA DE MODELAGEM SIMBÓLICA

Nesta sessão de desenvolvimento pessoal com Modelagem Simbólica, o cliente foi facilitado a desenvolver o seu resultado desejado (‘ter mais coragem’), que dentro do seu contexto seria necessário para mobilizar diversas áreas da vida. Observe como, ao longo do processo, a palavra ‘coragem’ evolui gradativamente de um conceito abstrato para se tornar uma experiência viva, metafórica, de mudanças significativas.

(F = Facilitador e C =Cliente)

TRANSCRIÇÃO

F1. Lucas, o que você gostaria que acontecesse?

C1. Welber, eu quero ter mais coragem.

F2. Quer ter mais coragem. E quando quer ter mais coragem, como você sabe que tem mais coragem?

C2. Eu vou saber que tenho mais coragem quando eu começar a fazer as coisas que eu sei que preciso ou que quero fazer, mas que até então não faço ou faço pouco, por falta dessa coragem.

F3. E ter mais coragem. E quando, mais coragem, onde é essa coragem?

C3. Ela é perceptível no corpo todo mas ela tem um centro, ela tem um núcleo, que é no peito e é… é no peito, é na cabeça, é no pescoço também. E nos braços também.

F4. E essa coragem é no corpo todo, mas tem um centro. E esse centro é no peito, no pescoço, nos braços e na cabeça.

C4. É não, num, não tem mais centro. É no corpo todo mesmo.

F5. E é no corpo todo mesmo. E como essa coragem é no corpo todo, onde especificamente no corpo todo?

C5. É no corpo todo. É, é em cada célula assim é, é todo mesmo, todo, não tem um lugar onde não é essa coragem.

F6. E no corpo todo, em cada célula.

C6. É, não tem onde ela não seja.

F7. E não tem onde ela não seja. E em cada célula. E como essa coragem é no corpo todo e em cada célula, tem mais alguma coisa sobre essa coragem? Em cada célula?

C7. Quando ela, quando ela acontece ela é latente assim, ela é pulsante. Quase como um pulsante físico assim, sabe?

F8. E ela tem um tipo pulsante, quase como um pulsante físico. E que tipo de pulsante é esse pulsante? Quando essa coragem é latente, quase como pulsante físico?

C8. É um pulsante que é junto com o pulsante do coração assim, é, é o corpo ench… é como uma pressão assim que e, e é junto com o bater do coração assim. É uma pressão interna assim.

F9. E é uma pressão interna, junto com o bater do coração. E como é uma pressão interna junto com o bater do coração, essa pressão e esse pulsante físico em cada célula é como o quê?

C9. É como aquele, é como aquele gerador atômico da outra prática. Eu acho que é aquele gerador, eu acho que é aquele gerador, que a coragem é o gerador. Essa pressão tá no gerador, é, parece que é a mesma coisa.

F10. Gerador atômico.

C10. Gerador nuclear.

F11. Gerador nuclear. E como é como um gerador nuclear, que tipo de gerador é esse gerador nuclear?

C11. Esse gerador é um gerador que sustenta, é um gerador que dá, que dá tudo, toda a base do recurso pra vida acontecer. Ele é uma fonte assim, ele é uma fonte de… Ele não serve sozinho, mas também sem ele nada funciona.

F12. E é uma fonte. Dá toda a base do recurso pra vida acontecer. E é um gerador nuclear que sustenta. E como é um gerador nuclear que sustenta, que é uma fonte, tem mais alguma coisa sobre esse gerador nuclear?

C12. Ele tá conectado, ele tá conectado com alguma coisa que não sei o que é, mas ele tá conectado, ele é dentro de mim.

F13. E é dentro de você, e está conectado. E como ele é dentro de você, onde especificamente dentro de você?

C13. Não sei, eu não sei, eu não tenho certeza se é dentro. Talvez ele seja em todo lugar.

F14. Talvez ele seja em todo lugar.

C14. Eu não sei, é, não sei, eu vejo o gerador e vejo que ele tá conectado em mim, mas ele não tá em lugar especifico assim, ele só tá, ele só tá, ele só tá. Não tem assim ah é num lugar X é num lugar y, ele tá, ele tá ali conectado.

F15. E ele está conectado em você. E como ele está conectado em você, onde ele está conectado em você?

C15. Aqui. [coloca a mão próximo ao plexo solar]

F16. Huum, aí. E como ele está conectado aí, que tipo de conectado é esse conectado aí?

C16. É um conectado tipo aquelas conexões de quando, de quando vai um caminhão de abastecer o posto de combustível, que daí encaixa aquelas mangueiras. É como uma mangueira daquele tipo. Sai do gerador e se conecta aqui.

F17. Como uma mangueira daquele tipo. [C. É] Sai do gerador e conecta aí.

C17. Bem daquele tipo, grossa mesmo, dura, firme.

F18. E como é como uma mangueira e conecta aí, tem mais alguma coisa sobre essa mangueira?

C18. Ela é dura e ela é firme, e a conexão, é uma conexão mas é uma conexão que não é colada, é só conectada, mas é, é uma conexão com uma trava assim, muito bem travado, bem segura mesmo, segura conectado. Que enquanto tiver passando energia não tem como, não tem, não tem como desligar a conexão. Só teria como desligar a conexão se primeiro parasse de passar energia.

F19. E não tem como desligar a conexão. [C. Não.] e é segura, com uma trava e firme e dura. Uma mangueira que conecta aí. E como é como uma mangueira que conecta aí, de onde até onde é essa mangueira, essa mangueira firme, segura?

C19. Ela é do reator ou do gerador até, até aqui. E tem recursos, tem, ela não tá esticada, ela tá reta, ela tá reta, eu posso me mexer e tem, e ela não me segura ou já tá esticada assim. Ela não tá esticada.

F20. E tem recurso e está reta e vem do gerador. E como ela vem do gerador, onde está esse gerador? Como essa mangueira vem do gerador.

C20. Aqui, tá bem perto de mim assim, tá bem perto. [indica com a mão, abaixo e à direita]

F21. Tá bem perto de você, aí. E como ele está bem perto de você aí, onde especificamente perto?

C21. Aqui do lado, parece que se eu esticar a mão eu toco ele, do lado direito.

F22. E parece que se esticar a mão, do lado direito, toca ele. E quando esse gerador está aí do seu lado direito, se esticar a mão toca nele e há essa mangueira firme, dura, com uma trava segura, que tem recurso e está conectada aí, o que acontece com a coragem? Quando há essa mangueira e o gerador aí à sua direita?

C22. Ela me abastece o tempo inteiro, ela vem do gerador o tempo inteiro por essa… uma mangueira aqui e abastece o tempo inteiro. E aí, e aí sobra, sobra coragem. Tem de sobra e tem mais e tem muito mais e…

F23. E sobra coragem e abastece e tem muito mais. [C. E muito mais] E como sobra coragem e tem muito mais, o que acontece?

C23. Não tem perigo de faltar, sempre tem mais. É num, num falta nunca, tudo que depende de coragem, não falta mais recurso agora, não falta mais coragem. Pode faltar outra coisa, mas a coragem, que é o que talvez faltasse, não falta mais.

F24. E não tem perigo de faltar, e sempre tem mais, não falta nunca, e tem coragem. E como tem coragem e não falta nunca e sempre tem mais, o que acontece?

C24. [suspiro] O que acontece é que a minha vida aí passa a ser minha.

F25. E aí a sua vida passa a ser sua. E a sua vida passa a ser sua. E como a sua vida passa a ser sua, que tipo de vida é essa vida, quando passa a ser sua?

C25. É plena.

F26. É uma vida plena. É uma vida plena. E passa a ser sua, uma vida plena. E como é uma vida plena, que tipo de vida é essa vida plena?

C26. É calma, tranquila e segura, não segura de estável, de imune. Mas é segura porque supera e é de uma luz assim, de uma luz, de uma luz permanente. Mesmo, mesmo de noite, mesmo no escuro.

F27. E é uma vida plena, calma, tranquila e segura porque supera e é de uma luz permanente. E como é de uma luz permanente, que tipo de luz é essa luz?

C27. É uma luz que ilumina tudo, tudo, tudo, tudo assim. Não só a mim, mas tudo que tá ao redor e todas as pessoas, e ilumina o gerador também. Ela é uma luz que não serve só pra me iluminar, serve pra iluminar tudo. E pra iluminar tudo não só pra eu ver, mas pra todo mundo ver também.

F28. Pra todo mundo ver também, não só pra você ver. E ilumina o gerador também. [C. uhum] E é uma luz que ilumina tudo. E como ilumina o gerador, o que acontece? Quando essa luz ilumina o gerador?

C28. Dá pra ver melhor o gerador e… que antes parecia uma coisa meio, meio mística, meio sei lá o que, não mística, mas sei lá. Dá pra ver que o gerador é uma coisa mais natural, uma coisa natural mesmo assim, ele não uma peça assim, é, ele é uma peça mas é, eu não sei, mas, ele é, o gerador é mais orgânico.

F29. E o gerador é mais orgânico. E dá pra ver que o gerador é uma coisa natural. Dá pra ver melhor o gerador. E como dá pra ver melhor o gerador e que é uma coisa natural e orgânica, o que acontece com você? Quando dá pra ver.

C29. Quando dá pra ver, dá pra entender melhor o que ele é e aí dá, sai o medo de não ter mais o gerador.

F30. Sai o medo de não ter mais o gerador. E dá pra ver melhor o que ele é.

C30. É… e aí a preocupação com a conexão, ter o risco de soltar e desconectar, se desconectar, não tem problema assim, tá ali, deixa ali mas…

F31. Se desconectar não tem problema.

C31. Não tem mais problema, é…

F32. Não tem mais problema. [C. Não] E como não tem mais problema, o que acontece?

C32. Não que ele tenha que desconectar, mas só não tem problema. E se desconectar eu uso o que eu tenho… eu uso o que eu tenho. E… eu uso o que eu tenho, aprendo a eu mesmo fazer o que o gerador faz e quando precisar, sei lá, conecta o gerador de volta.

F33. E então, o que acontece?

C33. Eu acho que vem, ou vinha ou veio eu não sei, desse gerador… não é só a energia. Eu acho que também veio as peças pra montar um gerador dentro e aí o que acontece…

F34. E vem as peças pra montar um gerador dentro.

C34. É. Parece que sim, parece que sim. Não peças assim, não peça peça mas, os recursos assim, um tipo de energia diferente que não é só pra abastecer, que é pra construir, que é pra montar o gerador dentro.

F35. Um tipo de energia diferente e recursos, como se fossem peças para montar um gerador dentro. [C. É.] E que tipo de recursos são esses recursos?

C35. Não sei exatamente, assim, é o recurso que usa pra montar o gerador dentro, não sei também de que tipo assim, mas é… ele tem essa finalidade assim, só essa finalidade, de montar outro gerador dentro. Não serve pra mais nada além disso, não precisaria servir também, tá ok.

F36. Montar um outro gerador dentro. E tem as peças pra montar um gerador dentro. Os recursos, um tipo de energia diferente, pra montar um gerador dentro. Por quanto tempo há essa energia diferente para montar esse gerador dentro?

C36. Quanto tempo? Parece que é pra sempre, parece que é pra sempre.

F37. E parece que é pra sempre.

C37. É que se desmontar o gerador dentro, é só remontar de novo assim porque [inaudível] não vai embora. Acho que não tem mais a conexão. Por isso que não vai embora.

F38. E não tem mais a conexão?

C38. Nem mais a mangueira.

F39. E nem mais a mangueira. [C. Não.] e como não tem mais a conexão, nem mais a mangueira, o que acontece com o gerador à sua direita?

C39. Fica ali, de repente alguém pode usar.

F40. Fica ali e de repente alguém pode usar. E como fica ali e de repente alguém pode usar e não tem mais essa conexão, o que acontece com o gerador dentro?

C40. Funciona integrado assim, comigo. Funciona…

F41. Integrado com você.

C41. É. Não depende, não tem dependência nenhuma. O gerador de força que… vieram as peças lá, os recursos pra construir o meu… e eu tenho, nossa que coisa louca, eu tenho o meu!

F42. E você tem o seu. E você tem o seu gerador dentro. E vieram os recursos, um tipo de energia diferente e você tem um gerador dentro. Um gerador, um gerador nuclear dentro. Que é fonte, fonte de coragem. E como tem um gerador dentro, o que acontece?

C42. O que acontece é que agora aquelas coisas que precisam de coragem pra serem feitas, agora, agora elas podem ser feitas. Parece que não falta mais nada, parece que não falta mais nada, nada que não dê pra buscar facilmente, assim.

F43. Parece que não falta mais nada.

C43. Parece que o que falta ou o que eventualmente faltava não é mais problema, assim.

F44. E não é mais problema.

C44. Não, não. O que falta é fácil de resolver.

F45. O que falta é fácil de resolver. [C. É, é tranquilo.] E como o que falta é fácil de resolver, o que acontece com você?

C45. Eu… eu posso ser mais eu mesmo e eu posso, e não preciso mais, é, fazer nada preocupado, fazer nada preocupado com, com, com os outros assim. E não preocupado com os outros no sentido de não cuidar do outro, mas no sentido de, de não ficar caçando retorno ou reconhecimento, assim. Eu simplesmente faço o que tenho que fazer.

F46. Eu simplesmente faço o que tenho que fazer. Eu simplesmente faço o que tenho que fazer. E pode ser eu mesmo, e como pode ser eu mesmo, tem mais alguma coisa sobre esse eu? Quando pode ser eu mesmo?

C46. É um eu, é um eu pleno, é um eu feliz, é um eu que, que é integrado, é um eu que tem conexões verdadeiras e que não se importa quando não tem condições que não seriam verdadeiras, não não tem conexões, não teriam condições de ser verdadeiras. É um eu que trabalha e opera e assim, vive em cima do que é sustentável.

F47. E vive e opera em cima do que é sustentável.

C47. É, aham, e não de ilusão e ou de expectativa que vem de fora.

F48. E um eu pleno, feliz e integrado, que tem conexões verdadeiras. [C. É.] E quando há esse eu pleno, integrado, esse eu mesmo, o que acontece com a luz que ilumina tudo?

C48. Ela fica muito muito presente assim é… tão presente, assim, tão forte num nível que, que quem não capaz, assim, de se habituar com essa luz talvez até machuque os olhos, assim. Hum, tem que tomar cuidado pra não machucar os olhos dos outros com essa luz.

F49. E pode tomar cuidado?

C49. Pode.

F50. E quando pode tomar cuidado, o que acontece?

C50. Quando pode tomar cuidado a gente… quando posso tomar cuidado eu posso usar a luz como eu precisar, assim, como fizesse sentido. Onde couber muita luz bota muita luz, e onde não couber luz, respeita e só põe o que cabe [inaudível] assim.

F51. E como é essa luz, de onde essa luz poderia ter vindo? Essa luz que ilumina tudo.

C51. Essa luz sou eu que crio.

F52. Hum, e essa luz é você quem cria. [C. É.] E essa luz é você quem cria.

C52. Como eu crio posso controlar também, a intensidade dela. Pra mim ela pode ser forte o tempo todo.

F53. E pra você ela pode ser forte o tempo todo.

C53. Pode.

F54. E não serve só pra te iluminar. [C. Uhum] E como há essa luz e é você quem cria, e há essa, esse gerador interno, nuclear, e você pode ser você mesmo, pleno, feliz, integrado, que tem conexões verdadeiras, o que acontece com a coragem em cada célula? Que é latente, pulsante, junto com o pulsante do coração?

C54. A coragem, eu acho que ela é o que o gerador gera, então, quando tem isso aí tudo, é, é, ela, ela tem mais efeito e ela também, e ela também alimenta o próprio gerador.

F55. E tem mais efeito e alimenta o próprio gerador.

C55. É. Ela realimenta o gerador.

F56. E realimenta o gerador. [C. É] E o que acontece em seguida?

C56. Como realimenta o gerador, ou seja, aquilo que ele produz é aquilo que alimenta ele, todo o restante, todo o restante passa a ser constante, passa a ser constante, passa a ser presente, sem oscilação ou com pouca oscilação. A luz fica firme e não falta, e não falta luz.

F57. E todo o restante passa a ser presente, constante e a luz fica firme. E quando há tudo isso, o que acontece com você? O que acontece com Lucas?

C57. Fica muito forte, muito, muito, muito forte.

F58. Fica muito forte, muito, muito, muito forte. Muito, muito, muito, muito forte. E então, o que acontece?

C58. O que acontece, não sei explicar assim o que acontece, mas fica como se fosse, como se fosse um trator, um trator grande assim, passando por cima de tudo. Não passando por cima de tudo simplesmente. É, é… do que não se pode passar, mas, é, é, um trator que nada, nada segura se não quiser ser segurado, assim, sabe? [T. Se não quiser ser segurado.] Sabe onde tem que segurar, é, que sabe onde segurar, mas se não quiser ser segurado não vai ser segurado.

F59. E como é como um trator e sabe se segurar, mas quando não quiser não é segurado. Tem mais alguma coisa sobre esse trator?

C59. Tem. Ele não serve só pra passar em cima de coisas. Ele serve também pra amarrar coisas atrás e puxar também.

F60. E serve pra amarrar coisas atrás e puxar.

C60. É. E aí um bocado de coisas que ficaria pra trás se esse trator não fosse um trator ou fosse um carrinho, sei lá, um bocado de coisas que ficaria pra trás, também não precisa ficar mais pra trás. Pode ir, ele puxa junto.

F61. E ele puxa junto. E como ele puxa junto, o que acontece?

C61. Que a força dele, o que acontece é que a força dele, se, serve, serve não só pra ele andar, serve pra outras coisas andarem também. Pra coisas saírem do lugar.

F62. Serve pra outras coisas andarem também.

C62. É. Não só o trator.

F63. Não só o trator. E o que acontece em seguida?

C63. O que acontece em seguida é que essas outras coisas… nossa! É que essas outras coisas que pareciam que nunca poderiam sair do do do do lugar, elas aí, elas podem, elas podem. Elas podem ser puxadas pelo trator.

F64. E elas podem, elas podem ser puxadas pelo trator.

C64. Se elas quiserem ser puxadas, mas agora tem o trator que dá conta de puxar.

F65. E o trator dá conta de puxar. [C. É.] E como o trator dá conta de puxar, e há esse gerador dentro e essa luz fica firme, e pode ser você mesmo, pleno, feliz, integrado, que tem conexões verdadeiras, e há esses recursos e essa coragem em cada célula, pulsante, como o pulsante do coração, e é latente e você tem tudo isso, e sabe de tudo isso, tem mais alguma coisa que você necessite agora antes de encerrarmos?

C65. Não.

F66. E esse é um bom ponto pra encerrarmos?

C66. Sim, é um ponto, é um bom ponto.

F67. Ótimo Lucas. Represente num papel Lucas essa sua experiência.

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